Marcio S Galli

  • Employee alumnus of Netscape Communications, Yahoo!, Mozilla
  • University alumnus: USP São Carlos
  • Consulting: Mozilla (Silicon Valley), Zvents (Silicon Valley), France Telecom (Silicon Valley), Songbird (Silicon Valley), EESC-USP, Fundação Parque Tecnológico Itaipu.
  • Current startup project — FastClip
  • Past projects — TelaSocial, LPeU, Firefox Adaptheme
  • United States patent author, sold to AOL Inc.
  • Ribeirão Preto, São Carlos, Mountain View, Sunnyvale
  • Cursos e palestras..

    Palestra — Desconstrução Criativa

    No sistema capitalista, o conceito de destruição criadora refere-se aos ciclos de inovação que lançam desemprego e destruição nas indústrias, mas que reconstroem novas indústrias impulsionadas por tecnologias e soluções; que surgem em períodos cada vez menores. Para Schumpeter, o protagonista dessa destruição criadora, é o empresário inovador. Saiba mais ..

    Palestra — O Espírito do Vale do Silício

    Mais uma palestra sobre o Vale do Silício certo? Talvez, mas aqui o foco é dado aos comportamentos — vamos entender um pouco sobre os elementos que colaboram para o contínuo desenvolvimento do ecossistema de inovação do Vale do Silício. Este trabalho é um esforço baseado na compilação de materiais públicos e, em especial, motivado por conteúdos de autores diversos como Eric Ries (A Startup Enxuta), Steve Blank (Customer Development), Michael Dearing (Harrison Metal), dentre outros. Esses recursos criam uma linha central que correlaciona história com o movimento das startups e estabelecem uma motivação sobre como (ou para que ?) os ecossistemas de empreendedorismo evoluem. Saiba mais..

    Curso — Leap Canvas

    O canvas (Business Model Canvas) é uma ferramenta para interação e aprendizado na construção de modelos de negócios. Ou podemos pensar que o canvas dá grandes poderes aos heróis empreendedores. Porém grandes poderes pedem grande responsabilidade. Vamos refletir sobre os perigos das ferramentas lean quando caem nas mãos dos empreenendedores urgentes. Saiba mais ..

    Temas das apresentações

    História do Vale do Silício, ecosistema do Vale do Silício, ecosistemas de empreendedorismo, empreendedorismo e inovação, desconstrução criadora, a segunda-tela, HTML5, Padrões Abertos da Web, Copyright, dentre outros. Veja o arquivo completo de apresentações.

    Locais das apresentações

    USP - São Carlos SP, Uniara - Araraquara SP, Open-coffee - Ribeirão Preto SP, FAI - Adamantina SP, FISL - Porto Alegre RS, Latinoware - Foz do Iguaçu SP, OSCON - OReilly Open Source Conference - Portland OR-USA, Nestcape - Mountain View CA-USA, NASA Jet Propulsion Laboratory Pasadena CA-USA. National Software Centre - Cork, Ireland. Veja o arquivo completo de apresentações.

    Conteúdo

    Aqui estão alguns materiais que escrevo. Muitos desses são rascunhos, debates em aberto. Escritos como se fossem e-mails enviados dentro de uma corporação grande, uma entidade, nossa grande macro startup mundial:

  • A ideia estúpida e a super ideia
  • As primeiras descobertas do AirBNB: sutil, pequeno e poderoso
  • O custo da rede de valor nos ecosistemas maduros de empreendedorismo
  • O Empreendedor Urgente — livro

    Depois da revolução industrial o mundo se tornou mais urgente — mais acelerado. As atividades do empreendedorismo, como a abundância de novas startups ou a inovação do usuário, refletem o novo dinamismo da ordem mundial. Nesse mundo mais acelerado, muitas vezes o empreendedor executa suas atividades por pressão do ambiente externo — metodologias e processos — baseada em modelos de sucesso de outros. Nesse sentido, deixa sua identidade de lado e passa a operar na sombra dos outros. É um modo empreendedor que é cego, traz desgaste, confusão e frustração. Esse livro é uma oportunidade para que empreendedores possam recuperar o espírito empreendedor verdadeiro, que demanda uma consciência interna — acima de tudo o respeito com o indivíduo e seus sonhos. No mundo acelerado, mais urgente, onde abundância de soluções também assediam até os empreendedores-generalistas; o empreendedor precisa investir tempo para saber escolher o que é realmente urgente.

    Comunicação, marketing e qualidade

    Evangelista de tecnologia — cuidando do futuro

    Meu primeiro emprego foi Technology Evangelist ou evangelista de tecnologia, para Netscape Communications Corporation. Não sabia nada sobre essa profissão mas pode-se dizer que era a profissão que eu já fazia antes de me mudar para o vale. O evangelista de tecnologia trabalha entre o time de engenharia e os usuários. Mas é diferente de vendas porque não acompanha métricas de venda diretamente. Suas métricas são diferentes já que podem sinalizar e articular novas descobertas com a tecnologia. Como parte do pequeno time de evangelistas da Netscape, minha missão era criar conteúdo que fosse inspirador e ao mesmo tempo documentação técnica de qualidade, assim estabelecedo um canal de suporte para desenvolvedores. Nossos materiais eram divulgados em sites de documentação, manuais e por meio de palestras.

    Cuidar da web

    Mas tínhamos uma missão que era cuidar da Web já que estávamos lutando pela nossa sobrevivência e por padrões abertos. Nessa época a AOL havia já comprado a Netscape. Então podemos dizer que era a fazer "Mozilla" da Netscape - veja mais em Code Rush.

    Sobre palestras - para onde vamos não existem estradas

    Pasadena, California — nosso destino era mais uma apresentação sobre padrões abertos, mas dessa vez para um grupo de pessoas do JPL, Nasa Jet Propulsion Laboratory. Como qualquer entusiasta da tecnologia, eu estava maravilhado mas ao mesmo tempo muito nervoso.

    O chefe-cientista e anfitrião foi quem recuperou minha auto-estima com seu gesto verdadeiro. Ao nos cumprimentar ele logo disse que a razão que aquele foguete explodiu era porque faltavam padrões abertos. Naquele momento nos sentimos "em casa" — tudo correu super bem daí em diante. Nossa aprentação foi uma viagem ao futuro e literalmente citamos o Doc. Brown do De Volta para o Futuro, porque where we are going we don't need roads.

    Web e design

    Em torno de 1993, quando o filme Jurassic Park foi lançado, eu era um aprendiz prático da computação gráfica e ao mesmo tempo iniciava o curso de ciência da computação em São Carlos na USP. A computação gráfica estava avançando rápido, permitindo a criação dos efeitos mágicos do cinema, agora nas mãos de usuários amadores, dos que não tinham acesso aos computadores que eram usados para fazer filmes, como as famosas Silicon Graphics. Novos programas, como por exemplo o 3D Studio, ganharam espaço; porém ainda não eram usados para cinema. O que fazíamos? Trabalhavamos dias para fazer objetos simples, como um pneu de um automóvel. Por dias o computador ficava "renderizando" para que uma animação de segundos pudesse ser gerada. Na época, tive a oportunidade de vender animação cobrando por segundo de vídeo gerado — um projeto grande tinha 10 segundos de animação.

    Em 1997, a empresa Netscape Communications lançou a Preview Release do seu futuro navegador que representaria a próxima geração e influenciaria a Web, para sempre. Os engenheiros da Netscape criaram um mecanismo para que desenvolvedores pudessem transformar as páginas HTML, que antes eram estáticas, em páginas dinâmicas. A ideia do dinâmico, naquela época, era relacionada com animações. O que eu fiz? comecei a explorar a questão "3d" nas páginas. Mas não no sentido do 3d de fato mas por um viés de arte. O recurso novidade das páginas era a capacidade de posicionar um elemento do HTML acima de outro, ou seja, camadas. Com isso pude criar os primeiros menus dinâmicos dos sites — menus de opções que flutuavam "na camada superior" das páginas.

    Nesse mês eu estava produzindo produções animadas em HTML, e entregando para os evangelistas de tecnologia da Netscape, simplesmente porque os novos recursos permitiam. Para a infelicidade dos profissionais da área de User Experience lá estava eu usando todo o tempo possível para mudar as cores das páginas, dos links, e ensinar mas também confundir. Não haviam limites — um dos meus primeiros projetos inocentes com páginas dinâmicas foi a tentativa de fazer um editor gráfico utilizando elementos HTML para cada pixel. O navegador não suportou.

    Copyright, open-source e propriedade intelectual

    Em 1997, ainda na graduação, eu tive a oportunidade de participar de um evento intitulado Seminários da Propriedade Intelectual na Universidade Federal de São Carlos. Foi um evento incrível porque sempre tive interesse no mundo das coisas que traziam aquele "c" dentro do parênteses. O tal do Copyright (c). Minha curiosidade talvez seja originada da forma que tive acesso ao computador na década de 80. Enquanto criança eu pude ver, toda semana, algo novo como um jogo ou um programa de computador. Aquelas coisas maravilhosas traziam sempre um texto que começava com "Copyright (C) 198X". Então é bem capaz que ainda acredite que toda a inovação tem origem na palavra copyright, ou melhor, na propriedade intelectual.

    Propriedade intelectual e o código aberto

    Mas quando mudei para o vale tinha algo de diferente no ar — o projeto Mozilla. Como indicado em Code Rush, o projeto Mozilla era uma chance, uma esperança, para a Netscape não afundar completamente. O código do navegador Netscape sendo disponilizado para o mundo, aberto, para que o mundo pudesse usar como quiser. Jim Barksdale tinha grandes esperanças por uma quantidade tremenda de colaboração que o projeto Mozilla iria trazer; enquanto era prematuro dizer como a Netscape iria se comportar diante da competição (Coderush 29:56).

    Então o mundo novo era o mundo dos padrões abertos e muito do que fazíamos era disponível com uma licença permitindo que as pessoas pudessem modificar, obviamente beneficiando o projeto com a licença MPL.

    Eventualmente um chamado foi feito na AOL incentivando o desenvolvimento de patentes. Eu fiz algumas propostas e um dos projetos foi aceito. Esse evento me deixou confuso porque éramos um time que trabalhava com tecnologias abertas e livres e aquela coisa de patente remetia a ideia do proprietário. Certamente tinham pessoas na Netscape que não apreciavam aquele movimento. Mas independente da questão maior e relação da empresa versus patentes eu acabei me envolvendo porque era uma chance de crescer um projeto próprio - eles estavam ouvindo as pessoas com ideias novas. Acabei fazendo protótipos e criando inovação explorando o futuro das aplicações de mensagem instantânea. Também foi muito interessante porque o projeto da escrita da patente envolveu um processo novo que não conhecia. System and method for seamlessly bringing external services into instant messaging session

    Mgalli.com / Marcio S Galli

    Entusiasta do mundo da tecnologia e do empreendedorismo, seu objetivo é produzir projetos que ajudam as pessoas a descobrir seu potencial criativo. Acredito no poder das boas companhias e no trabalho como forma de melhorar o mundo ao nosso lado. Se é possível trabalhar aprendendo, então pode-se reinventar as próprias condições para um mundo melhor. Tecnologia não é o fim. O fim é o trabalho e o trabalho deve permitir viver o potencial melhor da vida.

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